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Musicalidade amapaense é celebrada em mais uma edição da Mostra Sescanta Amapá

Show gratuito com participação de artistas locais

A 14ª edição do Sescanta Amapá, mostra de música promovida pelo Sistema Fecomércio, por meio do Sesc Amapá, enaltecerá a cultura amapaense promovendo um grande show musical com a participação da Banda Negro de Nós. Com entrada gratuita, o evento acontecerá no dia 24 de março, a partir das 19h, na unidade Sesc Araxá.

Ademir Pedrosa e Dilean Monper interpretados por Hadassa Oliveira, Alan Gomes, Augusto Oliveira e Cássio Pontes, Enrico Di Miceli e Joãozinho Gomes, Nice Sales e Sandoval Júnior, João Amorim, Osmar Júnior, Sabrina Zahara, Wellem Silva e Willian Cardoso interpretados por Deize Pinheiro apresentarão canções inéditas que serão registradas para compor o DVD do festival. O show também contará com a participação especial do cantor Amadeu Cavalcante, que será homenageado em reconhecimento a sua trajetória musical.

As dez canções classificadas passaram pelo processo seletivo, que este ano contou com mais de 75 inscrições. Os artistas classificados, além da participação no DVD, receberão troféu e passarão a fazer parte da pauta musical do Sesc Amapá em 2018.

Chegando a sua 14ª edição, o projeto, que ocorre anualmente, segue contemplando e fomentando o seguimento musical local, gerando novas oportunidades para artistas experientes e para o surgimento de novos compositores, instrumentistas e intérpretes.

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Roda de conversa abordará os processos criativos da música brasileira

A Prefeitura de Macapá realizará no dia 24 de março, às 17h, no Restaurante Norte das Águas, no complexo do Araxá, uma roda de conversa com o tema Processos criativos da música brasileira. O evento, que será aberto ao público, contará com a presença do escritor paraense Ruy Godinho, que hoje mora em Brasília (DF).

Godinho, além de escritor, é produtor multimídia, pesquisador, radialista, ator, diretor e divulgador da Música Popular Brasileira, onde já está no 4º volume do livro “Então foi assim”, que relata a história do momento exato de criação da música, de quem fez a letra e quem fez a melodia.

Para o diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Sérgio Lemos, “este é um momento ímpar para os nossos artistas, estudantes de música e amantes da música amapaense compartilharem suas experiências e provocarem que o próximo volume do livro seja voltado para as nossas músicas da terra”.

Edem Jardim

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Show Travessia une novamente no palco Cley Lunna e Max Viana

Cley Lunna vai dividir o palco mais uma vez com o guitarrista e compositor Max Viana e apresentar para o público o encontro musical Travessia, com dois artistas reconhecidos desta geração, que percorrem carreiras marcadas por talento e ousadia. O show Travessia é mais uma produção do projeto Palco Amapá, que irá trazer canções autorais e de outros compositores brasileiros como Djavan, de quem Max Viana é filho. A data marcada é 7 de abril, no Sesc Araxá, a partir das 22h.

Cantor, compositor e guitarrista, Max Viana fez parte da banda de Djavan após ter trocado a faculdade de economia pelo curso de guitarra na Inglaterra, e atualmente se dedica à produções independentes. Com dois discos autorais, Max Viana é autor da música Calçadão, considerada clássico da MPB. No primeiro show os artistas fizeram uma dobradinha que encantou o público que lotou uma casa de espetáculos no município de Santana.

Cley Lunna é cantor e compositor, exímio no violão, voz marcante e composições que expõem sentimentos e vidas. Idealizador do projeto Palco Amapá, junto com o jornalista Selles Nafes, ele é o criador do projeto Santana Botequim e promoveu shows inesquecíveis, como o Especial Brasis, uma coletânea com músicas da MPB interpretadas por artistas amapaenses; se apresentou com o maestro Joaquim França, Márcio Farias, André Fernandes, Sá e Guarabira, Patrícia Bastos, Joãozinho Gomes, Enrico Di Miceli, Nilson Chaves e Zé Miguel; com o parceiro João Amorim fez o Especial Belchior, e o Canta Gonzaguinha fechou positivamente 2017.

A ideia do show com Max Viana veio da admiração de Cley Lunna por Djavan, que o levou a produzir um show com suas canções. Em 2016 fez o convite para Max Viana, que aceitou fazer um especial com o repertorio de Djavan, referência para a dupla. O show foi um sucesso e surpreendeu o público do início ao fim, e ainda hoje é lembrando com um dos melhores shows realizados no Amapá. Os artistas voltam a se encontrar e repetir a parceria, desta vez em Macapá.

Serviços:

Show Travessia

Data: 7 de abril

Local: Sesc Araxá

Hora: 22h

Informações e reservas: 98101-4446. 99145-6695 (Cenário Produções e Eventos)

Mariléia Maciel

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Orquestra envolvida em desvio de verba pública quer dinheiro de trabalhadores do Amazonas

A OSB (Orquestra Sinfônica Brasileira) acusada diversas vezes pelo uso indevido de recurso público federal, e que por sua vez teve suas contar reprovadas pelo Ministério Público Federal, está de olho no valor de R$ 20 milhões corresponde a multa cobrada pelo Ministério Publico do Trabalho por danos morais coletivos a funcionário da empresa sul-coreana Samsung do Polo Industrial de Manaus.

A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira vem ao longo dos anos tentando manter-se de pé em meio a tantas denuncias de desvio de verba captadas através de projetos via Ministério da Cultura. Entre alguns dos projetos podemos citar dois que têm como proponente a Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira: o plano anual de atividades da OSB na temporada 2009/10 e a temporada 2012 de concertos da orquestra.  Diante disso a Orquestra precisaria devolver R$ 2,3 milhões ao MinC — de um total de R$ 39 milhões captados em projeto que não foram executados.

Afundada na perda de credibilidade no suldeste do país a orquestra tem como alvo o Norte do Brasil em especial o Estado do Amazonas. A OSB não teve temporada em 2017. A crise na orquestra iniciou-se a quatro anos atrás devido a má administração e inúmeras prestações de contas reprovadas pelo Ministério da Cultura. O Ministério Público Federal solicitou a suspenção de repasse de verba oriunda da lei de incentivo fiscal e queda de arrecadação junto às empresas privadas para a OSB.

Samsung

Em 2013 o Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma Ação Civil Pública contra a empresa do setor de eletrônicos Samsung por alegações de más condições de trabalho na fábrica da empresa na Zona Franca de Manaus. O procurador Illan Souza foi quem ajuizou a ação contra a multinacional.

Por meio da Procuradoria Regional do Trabalho da 11ª Região, o MPT cobrou da multinacional sul-coreana indenização de R$ 250 milhões por danos morais coletivos. A ação foi ajuizada no dia 9 de agosto de 2013, e tornada pública pela ONG Repórter Brasil, a inspeção na fábrica identificou ‘graves’ infrações trabalhistas na fábrica, que emprega cerca de 6 mil pessoas e abastece toda a América Latina.

O MPT determinou que a empresa destine o valor de R$20 milhões em projetos socioculturais no Amazonas.  Porém à diretoria da poderosa Samsung não satisfeita com a penalidade  quer que o valor proveniente da multa seja repassado para a Orquestra Sinfônica Brasileira que por sua vez está desacreditada por sua má administração dos recursos captados através de projetos via Lei Rounet. Agora cabe ao Ministério Público do Trabalho definir quem e onde será investido o referido valor.

Elaine Marques/Conexão Amazônia